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175 – Só mais um não?
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Camisas Ruim com Elas!
Olá! Estamos numa correria ENORME, por isso a frequência de tirinhas caiu. Muito trabalho, estudo, problemas, problemas… Enfim, mas estamos hoje aqui para falar de outra coisa!
Nossas camisas, finalmente, estão disponíveis para venda! Estamos com nossa loja virtual na Vitrinepix, que possibilita que tudo que fizermos vire estampa sem muitos problemas. Por enquanto teremos essas 4 opções, mas a tendência é termos centenas de estampas diferentes. Aliás, quando falamos que tudo pode ser camisa, não é um exagero! Se gostar de uma tirinha, uma charge ou uma ilustração, ela pode ser estampada para você! (é só pedir que a gente disponibiliza ela na loja!) O material da estampa é de qualidade pois, apesar de ser impressão digital, eles usam tintas especiais de serigrafia.
O endereço da loja: http://www.vitrinepix.com.br/ruimcomelas
Esperamos que goste! Em breve mais novidades… Beijos!!
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8 de março (para não passar em branco)

Amadas, lindas, todas lindas, todas amadas, todas vocês! Em silêncio, somente por estarem presentes, podem mudar o caminho de um homem, que atravessa a rua para te ver mais de perto, que melhora o humor só por ver um sorriso, mesmo que não tenha sido direcionado a ele! Mesmo a visão distante de uma mulher, pode inspirar uma decisão, uma mudança radical de vida! Vocês são o motivo da vida de todo homem.
Muitas de nossas posturas, mesmo que não se admita, existem por causa de uma mulher.
“Vou comprar um carro” – Quer impressionar a mulherada.
“Vou aprender Russo” – Conheceu alguma russa.
“Vou mudar de vida” – Quer provar algo alguma mulher.
Pelo bem, pelo mal, vocês mudam nossas vidas!
Parabéns, a todas vocês, mesmo você que talvez não se ache bonita, não se sinta importante, existem, com certeza absoluta, homens que suspiram por você, só por ser mulher, vocês trasnformam o mundo.
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O não dito
- Alô!
- Alô, Heloísa? tudo bom?
- Tudo, quem fala?
- É o Jorge, moça! Já esqueceu de mim?
- Oi, Jorge! não esqueci, só não tinha mais seu número agendado.
- Quanto tempo, não?
- Sim! Como anda?
- Bem. Quer dizer… não sei responder isso.
- Como assim? Aconteceu alguma coisa?
- Não se preocupa, não sou portador de más notícias
- O que foi, então?
- Poxa, helô, eu sei que tem tempo que não nos falamos e eu disse que ia deixar tudo pra lá… mas lembra de quando nós estavamos juntos?
- Pô, Jorge, lembro, mas o que isso tem a ver?
- Sabe o que é, helô? Lembra de quando as coisas estavam ficando mais sérias e eu te pedi em namoro? Foi ali que a gente se afastou. Você não queria compromisso.
- Eu lembro. Não sei onde você quer chegar, mas diga!
- Eu quero te dizer o que não te disse.
- Como assim?
- Depois daquele dia, fiquei pensando no que te dizer e achei as palavras certas. Achei um jeito de dizer como me sentia. Sei que não vai mudar nada, mas eu queria pelo menos poder te dizer.
- Isso é um pouco estranho, Jorge. não sei se é boa idéia.
- Me deixa pelo menos falar.
- Bom, o que há de se fazer? Agora estou curiosa.
- Naquele momento você me disse que tinha medo de me machucar, de se machucar, que você ainda não tinha curado seus traumas.
- É verdade. Eu estava sendo sincera.
- Eu devia ter dito que nós não deveríamos medir a altura do tombo, que se pulássemos juntos, poderia acontecer o fantástico, poderia ser que não houvesse fundo, ou que criássemos asas, ou até, se houvesse chão, Deus se apiedasse de nós e amortecesse nossa queda, e não houvessem machucados… está me ouvindo?
- Claro! Continue!
- Então, continuando…e eu deveria dizer que eu nunca poderia te garantir nada disso, a única certeza que poderia te dar é que mesmo encontrando o chão duro, por mais forte que fosse o impacto, teríamos aproveitado a emoção e a maravilha da queda, e que nós conseguiríamos nos levantar, seguir andando, e mais tarde rir do tombo e a qualquer momento veríamos outro precipício onde talvez criássemos asas…enfim, é isso, hêlo!
- Nossa!
- Poxa, fiquei nervoso, o que achou?
- Uau, eu não sei o que te dizer…
- Seria diferente se eu tivesse te dito isso antes?
- Eu não sei como seria se você tivesse me dito isso naquele momento, sei que, agora, eu estou atordoada.
- Você aceitaria ser minha namorada se tivesse acontecido dessa forma?
- Olha, eu to confusa… mas, na verdade, eu acho que eu estava com medo, no fundo, queria que você tivesse me dito o que fazer. Ah! quer saber? Aceitaria sim.
- Nossa isso é fantástico! Isso me deixou feliz!
- Você realmente se sentiu assim de meu lado?
- Sim!
- Quer saber? O que acha de marcarmos alguma coisa, eu queria te ver. Parece que, no fim, aquela história ficou mesmo em aberto.
- Desculpa helô, não posso fazer isso.
- Como assim?
- É que eu vou casar em duas semanas.
- “Ôxe”, Jorge! Que loucura é essa? Você me liga, me diz um monte de coisas e agora fala que vai casar? Que maluquice é essa, rapaz?
- Eu só queria saber como teria sido, helô. Queria não ter que guardar tudo aquilo sem nunca ser dito.
- No fim, você é mesmo um idiota!
- No fim, sua opnião não mudou sobre mim, mas é bom saber que poderia ter mudado!
- Vai pro inferno, Jorge! Não vou perder tempo, vou desligar!
- Esper…
- *tu tu tu tu tu tu…*
Vicente Reis
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172 – Conflitos internos #5
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171 – Como lidar com uma mulher

Suspeito que Paulão andou ensinando uns truques para o Deco.
Ah! Como foi o seu carnaval? Tudo certo? Nós viajamos, aproveitamos para descansar e curtir um pouco esse recesso!
Beijos e até o próximo post!
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Raso, largo, profundo.
Até onde você pode chegar? Quais dos grandes sonhos de amor de cinema, quais os grandes anseios você pode viver? Você pode chegar até onde você se permite chegar. Um grande amor? Mais de um? Noites especiais, dias maravilhosos, um por do sol tão mágico que chega incomoda pensar em tanta doçura? Pare e pense, mas pare e pense, realmente! Quantas vezes você teve a oportunidade de viver algo assim? Não minta para si mesmo, você teve.
E por que não aconteceu? Por que você não permitiu acontecer… por que naquela noite especial, você não quis criar expectativas demais, por que quando as palavras se entulharam em sua boca, você engoliu como quem recusa um vômito e não disse “eu te amo”, afinal de contas, era precipitado. Sempre é, né? Conversa!
Você preferiu achar que não era nada demais, você preferiu achar que talvez fosse melhor parar antes que aquilo ficasse sério demais, ou que não vale a pena gostar tanto de alguém, se expor tanto, se jogar de cabeça sem receber algo em troca que lhe permita fazer isso com segurança.
Com segurança? Me poupe!
Vale mesmo a pena ser tão raso, viver sempre à margem por medo de experimentar a imensidão dessa lagoa? Medo de cair? Quantas vezes você já se levantou de tantas e tantas quedas? Por amor, por trabalho, por problemas familiares, e você se levantou, a prova disso é que agora você está aqui lendo. Se você não tivesse resistido às quedas, você não estaria aqui. O tempo passa, o medo não é desculpa para ser raso.
Evitar as quedas. Pra que mesmo?
Ao longo de minha vida, uma curta vida, tenho apenas 23, vivi coisas que eu tenho certeza que muitas pessoas passaram a vida procurando. Não tenho medo de afirmar isso. Muitas pessoas viveram muito mais que eu, ou viveram outras tantas experiências intensas quanto eu, mais jovens, até! Mas eu sei que fiz mais que muitos que conheço. Só por que eu me permiti, por que eu achei outros caminhos a seguir. Machucados? Um monte! Dores? Nossa! Mas eu vivi momentos inesquecíveis.
Momentos impagáveis!
Se eu não fosse tão intenso, se eu não tivesse dado às pessoas que estavam do meu lado tanta importância, se eu não tivesse criado expectativas e vomitado tudo o que eu sentia, se eu tivesse sentido medo de parecer louco, exagerado, esses momentos não existiriam. Momentos, amigos, que com certeza levarei para a minha vida inteira, enquanto a memória permitir, lembrarei, enquanto o corpo me permitir, me excitarei com algumas dessa lembranças…
Eu saí do raso. Paguei meu preço, quase me afogo, mas ganhei a possibilidade de aprender a nadar. Não que eu já saiba, mas aqui é melhor que lá, lá só molho os pés.
Estamos molhando nossos pés! Estamos cada vez mais rasos, para nos proteger, para não machucar, para não nos machucar. Esperando o momento certo, a hora certa, a pessoa certa. Com medo de investir em algo que vai acabar. Tudo acaba, meu amigo, se não na vida, acaba na morte. O fim é o destino inevitável de tudo que começa. Não importa se essa relação vai durar um dia, dois, um mês, um ano, a vida. O que importa é ser inteiro, é viver tudo que aquilo pode te oferecer. Vinícius já disse, outros já disseram de outras formas, só estou a repetir: “que seja infinito enquanto dure”. O que importa não é onde você chega, mas por onde você passa. Existem momentos que não tem preço! São jóias da vida.
Por mais que seja tentador evitar, vou continuar, vou ser tanto ou mais intenso quanto sempre fui, vou continuar me expondo demais, darei importância quando, talvez, eu não tenha nenhuma para quem está do outro lado. Vou cada vez mais ao fundo. Ainda preciso aprender a nadar, mas disso o tempo cuida. Por isso, posso dizer que, sinceramente, vivi amores reais, desses de livro, de romance mexicano (e queria que todas elas soubessem da importância que tiveram), por que eu me permiti.
Não quero com isso dizer que amar é um ato solitário, pra ser maior os dois precisam estar do mesmo lado da lagoa. Mas se você se sente a vontade de ir fundo, vá! Você não vai se arrepender. Haverão muitas chances de tentar novos nados, haverão outras companhias, e não se preocupe com os injúrios, deles você se recupera, como todos os outros!
Vicente Reis
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